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© 2020 por MARIA CRISTINA D'OLIVEIRA SALGADO | Portugal

E o que nos espera hoje?

Tuesday, March 17, 2020

 

A minha cidade muito provavelmente hoje acordou assim. Calma, serena e a aguardar o que para aí virá. Aliás a minha cidade e todas as outras cidades de Norte a Sul. E nós também. 

 

Estamos perante uma incógnita. Uma ou várias. Muitas dúvidas e Ideias que nos passam pela cabeça e a acompanhar sempre o desenrolar das situações. Para nós uma novidade – uma pandemia. Credo, só o nome assusta, mas é mesmo isso quando uma doença infecciosa se espalha a nível global. Nunca pensámos passar por isto. Nem sei bem porquê. Talvez porque somos egoístas, pensemos que só calha aos outros e connosco isso nunca iria acontecer. Mas acontece sim e está aí a prova. Mas vamos ver o lado bom de tudo isto. Ok, de bom não tem nada, mas aquilo que nos poderá fazer aprender e ensinar-nos a ver e a apreciar tudo aquilo que temos tido e que vamos voltar a ter e dessa vez com mais gosto e melhor sabor. No início de fevereiro fiz um post com este assunto, mas ainda um pouco longe do que realmente aí vinha. Será mesmo uma epidemia? (aqui). Passaram 46 dias.

 

Estamos a começar a viver uma nova vida.  Sim, todos nós. Desde os mais novinhos, até aqueles que por terem uma idade mais avançada, serão ainda mais de risco para este maldito bicho que anda aí e ficarão ainda mais assustados.

 

Tenho saído o mínimo dos mínimos e desde 5.ª feira que estou em casa. Ontem, impreterivelmente tive de ir ao meu local de trabalho buscar material que me será mesmo necessário para poder continuar a trabalhar em casa. Nunca julguei entender o teletrabalho desta forma: antes pensava ser tão bom, ótimo não ter de sair de casa…mas pela razão que é…? Uma sensação de tristeza. No percurso de carro parei no sinal vermelho. Vidros fechados e olhei para o carro do lado. Uma senhora talvez um pouco mais velha que eu. Olhá-mo-nos e comunicámos só pelo olhar. Fizemos uma expressão de “tem de ser e estamos aqui para ser fortes” e ela com um ligeiro sorriso estendeu-me o polegar: sim, isto vai correr bem! Sorri-lhe e repeti o seu gesto. O verde arrancou e desatei a chorar. Sozinha no carro e ninguém via. E se vissem, qual era o mal? Todos nós andamos assim, homens, mulheres e mesmo as crianças a quem devemos explicar o que se está a passar. Sem grandes alaridos e pormenores de todos os aspetos negativos, mas fazer-lhes entender as consequências que trará (e que já está a trazer) esta pandemia e ensinar-lhes todos os cuidados e prevenções a ter com este maldito.

 

Faço-vos um pedido, sou mais uma a fazê-lo eu sei, mas por favor não saiam de casa. Não vamos dar hipótese a que esse desgraçado se agarre a nós ou na pior das hipóteses, se já o tivermos, que se propague a muitos outros mais. Digam não ao egoísmo, à ignorância do não tenho medo e sejamos humanos, porque nós pensamos e é isso que nos diferencia dos outros animais.

 

Um beijinho grande e lembrem-se que estamos a viver a nossa nova vida. Saúde!

Maria Cristina

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