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  • Por Cláudia Matos

Ideias de Leitura

Chegado setembro aqui está a Ideia de Leitura para este mês.

Conforme diz a Cláudia, este poderá ser o livro ideal para o final do verão. Vamos ver, tenho intenção de o ler. Fiquei curiosa (próprio de mulher).

Beijinhos para ti Cláudia e obrigada pela tua 2ª. Ideia no Blog.

A rapariga no comboio


Este livro encontra-se em 1.º lugar no top ficção de algumas livrarias como a FNAC e a Bertrand. É um dos títulos do momento e já se falou na adaptação ao cinema, em breve. Como tem sido um êxito de vendas nas livrarias suscitou-me a curiosidade e resolvi lê-lo.


Rachel apanha todos os dias o comboio e observa as mesmas casas, as mesmas pessoas. Durante as viagens observa o mesmo casal, ao qual atribui uma vida imaginária, em parte, para compensar a sua que já havia sido, aos seus olhos, perfeita…até que um dia algo sucede e Rachel vê-se envolvida numa teia de acontecimentos da qual não consegue fugir…


É um livro de leitura fácil. O leitor é confrontado com 3 narradores na 1ª pessoa, que se materializam em 3 das personagens da história: Rachel (personagem principal), Megan e Anna (personagens secundárias). Através do que nos é relatado, passamos a ter conhecimento sobre todos os acontecimentos que envolvem estas três personagens.


A técnica de narrativa, onde uma personagem assume a voz da história para, no capítulo seguinte, dar lugar a outra, provocando a suspensão do que nos acabou de ser contado, é muito comum nos romances policiais e aqui não é exceção. É uma forma de provocar a curiosidade do leitor e a vontade de devorar capítulos, uns atrás dos outros. Isto é muito bem conseguido, embora por vezes possamos sentir que a história estagna, quando deveria ganhar mais ritmo ou nos surpreender a cada instante, o que lamentavelmente não acontece.


Destaca-se o facto de todas as personagens apresentarem densidade psicológica e também a eleição do comboio, e as suas deslocações nele, como forma da personagem principal se evadir da sua própria vida, muitas vezes enfadonha e medíocre. “Há sempre caras conhecidas nestes comboios, gente que eu vejo todas as semanas, a irem e a virem de cá para lá. Reconheço-os como provavelmente me reconhecem a mim, Só não sei se me veem mesmo, no entanto, tal como eu sou.”


Verifica-se, também, recuos no tempo, através de constantes analepses, que nos permitem entender melhor o contexto onde se insere Megan e o mistério que envolve o seu desaparecimento.


A autora, Paula Hawkins, nasceu no Zimbabué e vive desde 1989 em Londres. A rapariga no comboio é a sua primeira obra.

Apesar de não ser um livro “brilhante” do ponto de vista literário, parece-me que pode ser o livro certo para o que resta do seu verão. Poderá encontrá-lo numa biblioteca bem perto de si…


Cláudia Matos

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© 2020 por MARIA CRISTINA D'OLIVEIRA SALGADO | Portugal